domingo, 19 de fevereiro de 2017

ARTESANATO EM MADEIRA - 2ª PARTE - A ARTE DA RECICLAGEM 1

quando começamos determinado assunto na atividade artesanal, às vezes, não temos ideia da extensa gama de variáveis que vamos encontrar. E isso vai acontecer exatamente no assunto que agora abordamos: a arte da reciclagem. Chamo de arte porque o que nos interessa aqui é o artesanato que se faz com reciclagem, mas, não podemos deixar de citar alguns processos industriais sobre a reciclagem de madeira, para mostrar que tem muita gente preocupada com o esgotamento de recursos naturais. E, em muitos casos, o produto dessa reciclagem acaba sendo usado em muitas formas de artesanato.
Ao lado disso, quando começamos a pesquisar sobre o assunto, não prevíamos a capacidade criativa de nossos artesãos. Como vimos em post anterior, até galhos podados de árvores e restos de cadeira viram belas peças artesanais.
Por isso, esse post recebe o título de "Arte da Reciclagem 1, pois outro ou outros virão.
Só para ser ter uma ideia, existe uma canal no YouTube do Onivaldo Prumolino, chamado “Porcas pregos e parafusos”, que ensina a fazer uma variedade de máquinas e ferramentas apenas com a utilização de sucata de todos os tipos.
Mas nosso foco aqui é madeira, isto é, reciclagem com madeira, então vamos lá:
Reciclagem industrial
Atualmente existem vários processos de reciclagem industrial de madeira que resultam em materiais para os mais diversos usos.

O mais simples deles é a fabricação de Briquete, que são blocos compactados de materiais energéticos, geralmente feitos a partir de resíduos de madeira, com a adição de outros materiais. A matéria-prima básica é a serragem, à qual se acrescenta papel, casca de arroz, palha de milho, sabugo, bagaço de cana-de-açúcar, entre outros. Depois de triturado em meio liquido, é submetido a prensagem e secagem. Conhecido como lenha ecológica, o briquete é capaz de substituir com eficiência o gás, a energia elétrica, o carvão vegetal, o carvão mineral, a lenha e outros tipos de combustíveis. Este tipo de geração de energia vem sendo cada vez mais utilizado por ser ecologicamente limpo, já que a emissão de gás carbônico para o ambiente é expressivamente diminuída. Os briquetes podem ser utilizados na geração de energia elétrica (com baixo custo) oriunda da biomassa vegetal. Também são utilizados na confecção de “pallets”, como separadores.

Mais conhecidos pelos artesãos são os compensados laminados, de sarrafos ou OSB (Oriented Strand Board, que se traduz por Painel de Tiras de Madeira Orientadas).  e as placas obtidas com prensagem de fibras ou partículas de madeira e resinas, conhecidas como MDF e MDP ou aglomerado. MDF é a sigla para “Medium Density Particleboard” que em português seria “Painel de Partículas de Média Densidade”. Já MDP é a sigla de “Medium Density Fiberboard”, traduzida por “Chapa de fibra de média densidade”.

Os compensados laminados, a rigor, não entrariam na classificação de materiais reciclados, porque são produzidos com lâminas extraídas da madeira natural, unidas sob alta pressão, adquirindo excelente resistência mecânica. Todavia, são intensamente reutilizados pelos artesãos que os retiram de móveis, balcões e embalagens industriais em seus projetos.

Já os compensados de sarrafos, embora sejam produzidos industrialmente, podem ser também manufaturados em pequenas oficinas. Basicamente, são sarrafos colados entre si e depois encapados sob pressão com uma lâmina de madeira de cada lado, adquirindo a aparência de uma placa de madeira. Um exemplo muito comum são as portas fabricadas com esse material. São também bastante reutilizados pelos artesãos, quando descartados como sucata, além de poderem ser produzidos pelos próprios, de forma totalmente artesanal.

O compensado OSB é produzido em painéis estruturais de tiras de madeira proveniente de reflorestamento, orientadas em três camadas perpendiculares, unidas com resina resistentes a intempéries e prensadas sob alta temperatura, o que aumenta sua resistência mecânica, rigidez e estabilidade. É muito utilizado na construção civil em tapumes e formas de concreto. Vale aqui a mesma observação sobre o compensado laminado, quanto a sua reutilização por artesãos, embora ainda não seja muito difundida sua utilização em marcenaria.

O MDF e MDP, que são produzidos e direcionados quase que exclusivamente para a indústria moveleira, podem ser produzidos com reaproveitamento de madeiras, pois se utiliza serragem ou fibras de madeira na sua fabricação. Em artesanato, são reaproveitados de móveis sucateados para a criação artesanal.

MDF cru
Por suas características, o MDF apresenta maior versatilidade de uso. Pode ser fabricado em estado natural, comumente chamado de "MDF cru" ou com a aplicação de revestimentos melamínicos, PVC, lâmina de madeira natural e pré-composta, laminado de plástico de pressão. Em seu estado natural (cru) se presta à aplicação de laca, verniz PU (poliuretano) e UV (ultravioleta), tingidores e seladores. O MDF aceita melhor a usinagem, possibilitando acabamentos em curvas. 

MDF laminado

Por isso, embora tenha menor resistência estrutural em relação ao MDP, é preferido pelos marceneiros na confecção de móveis planejados.

Além disso, existem na opção de laminado de um lado e cru do outro, trazendo economia quando se trata de fundos de móveis e de gavetas, por exemplo. Em seu estado cru, além de tingidores, vernizes e seladores, aceita bem a aplicação de tintas a base de água e solventes.


Já o MDP é bem menos propício à usinagem e sua utilização fica restrita a peças retas, como peças estruturais, prateleiras, portas e tampos. Importante frisar que nada impede a utilização conjunta dos dois tipos de materiais. Também em seu estado cru, além de tingidores, vernizes e seladores, o MDP aceita bem a aplicação de tintas a base de água e solventes  

Na figura ao lado é possível distinguir a diferença entre MDF e MDP. O segundo é o mais utilizados pelas indústrias de móveis retos em série e muito raro sua utilização em marcenaria.


Todos estes materiais são produzidos em painéis com tamanhos padronizados e em várias espessuras, geralmente entre 3 a 25 mm. Quase todos eles, principalmente os de melhor qualidade, são produzidos com madeira de reflorestamento. Embora sejam muito aproveitados em reciclagem ou reutilização, dependendo do tipo de trabalho, muitos artesãos optam pela compra dos painéis, ou seja, nem todo artesanato com estes materiais entram na categoria de reciclados. 

Em nosso próximo post vamos tratar da "febre" do momento. A utilização de pallets e embalagens de madeira na confecção de móveis. Muita criatividade e muita coisa bonita vem por aí. Aguardem. Até lá!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

ARTESANATO EM MADEIRA - 1ª PARTE - A ARTE DO ENTALHE

Olá pessoal:

O post anterior, como dissemos na resposta ao comentário do pessoal da "Decorando e Reciclando" nos trouxe duas idéias que pareceram interessantes: a primeira, iniciar um trabalho de filmagem em vídeos curtos a serem postados no Youtube e também aqui no blog, com os artesãos de nossa cidade (Campinas) e região; o segundo, a abordagem em nossos posts sobre a utilização de material reciclado em peças artesanais. Assim, em todas as abordagens sobre hobbies, procuraremos ressaltar a possibilidade de utilização de recicláveis. E tem muita gente fazendo coisas maravilhosas. Já tivemos um aperitivo no post anterior. Tem muita gente fazendo lixo virar luxo.

Bom, a primeira ideia vai esperar um pouco, pois primeiro precisamos adquirir uma máquina para as filmagens e, infelizmente, a grana anda escassa, mas vamos chegar lá; a segunda, já apareceu no post anterior e dentro do possível, em todos os posts que se seguirão.

Vamos parar de conversa fiada e ir ao que interessa. Nosso assunto continua com artesanato e, desta vez, artesanato em madeira. Já deu para perceber pelo título que teremos mais de um post sobre o assunto, isso porque, a madeira é, sem dúvida, um dos materiais mais versáteis para a confecção de artesanatos. Desde os mais sofisticados aos mais simples. Desde a confecção de nichos simples até o entalhe e a tornearia. Desde peças comuns até complexas obras de arte, mas, em todas as vertentes existe um componente comum: a criatividade do artesão ou da artesã. Por isso, vamos por partes.

Nossa primeira abordagem vai recair sobre uma das mais nobres artes em madeira: a arte do entalhe. 

O entalhe em si é uma técnica de trabalhar a madeira com diversas ferramentas de corte e desbaste, entre outras, para obter ao final uma peça com o formato desejado. E aqui, muitas vezes entra também a arte do desenho, pois em geral o artista precisa de uma imagem a ser reproduzida. Claro que muitos artesãos não usam qualquer "matriz" física para suas obras, mas ela estará em sua mente. Da mentalização de uma imagem ou figura, ele passa diretamente para o entalhe. 

Dizem que uma imagem fala mais que mil palavras e, se for um vídeo, muito mais do que isso. Então vamos ver um vídeo do artista Simião Barbosa fazendo uma pequena amostra de como entalhar uma flor em uma pedaço de madeira chamada caixeta. 



Como vimos, a partir do desenho feito à mão livre na própria madeira, ele desenvolve seu trabalho. Para peças mais complexas usam-se diversas formas de transferência do desenho. 

As madeiras para obras mais complexas e luxuosas devem devem ser de boa qualidade. Entretanto, muitos artesãos utilizam madeiras mais comuns para seus trabalhos e alguns até mesmo trabalham com madeiras reaproveitadas, ou seja, reciclando. Outros trabalham até com madeiras de pallets e de embalagens.

As ferramentas são de diversos tipos, entre elas formões, goivas, facas, escavadores, enxó, martelos de madeira e borracha, raspadores, fresas especiais, régua, esquadros, grosas, limas, lixas, etc, das quais mostramos algumas nas fotos a seguir:








Estas são as ferramentas básicas. Existem formas de entalhes mais avançadas, que são feitas com machado e até mesmo com moto serra.

Desde o início, adotamos aqui no blog a indicação de cursos, livros e e-books referentes ao assunto abordado. Algumas indicações, ou a maioria, são feitas gratuitamente, isto é, não cobramos e nada recebemos por isto; outras, são indicações de produtos dos quais somos afiliados e em caso de aquisição, recebemos uma pequena comissão, que nos ajuda a manter o blog e futuramente, os vídeos que serão postados aqui e no Youtube. Nesse caso, o link direciona para uma página de vendas. Por isso, se alguém se interessar em adquirir algum destes produtos, pedimos que o façam por aqui, pois estarão nos ajudando a manter esse serviço.

Com relação à arte do entalhe, embora tenhamos pesquisado bastante, não encontramos nenhum curso específico para a atividade. Existem vários vídeos no Youtube que mostram dicas e até alguém que iniciou suas postagens com a intenção de ensinar a arte, mas parece que desistiu. Segue abaixo o seu primeiro vídeo:


  
No link abaixo, vocês também encontrão algumas aulas, só que em espanhol.

Segue também o link de sites que abordam o assunto:



Mas nossa pesquisa vai continuar e à medida que obtivermos informações sobre cursos, nós as citaremos aqui. E, se alguém conhecer algum curso nesta área, compartilhe aqui nos comentários.

Finalizando este post, deixamos algumas imagens de entalhes:

Até breve!






terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Um stop necessário. Vamos de "faça você mesmo"?


16 Awesome DIY Dining Table Ideas


Olá galera.

Que título mais maluco para um blog que começou há pouco mais de 15 dias! 

Não, o blog não está parando e nem mudando seu foco.

Ao contrário, está muito focado no seu objetivo que é estimular o gosto por hobbies e, eventualmente, fazer do seu hobby uma fonte de renda alternativa. Creio que é o que este pessoal que vou apresentar para vocês agora fazem. 

Só que o hobby deles, que é basicamente artesanato, vai na linha do "faça você mesmo" ou, como nós gostamos de "americanizar" termos, na linha do DIY que é a sigla da expressão em inglês Do It Yourself, que significa “Faça Você Mesmo”, na tradução para a língua portuguesa. 

Bom, "viajando" pela internet para buscar material para nossos posts, ingressei num país chamado "youtube", que tem "estados" e "cidades" para todos os gostos. Mas como nosso foco é hobbies e, nesta fase específica, artesanato, fui pesquisar sobre isso e me deparei com essa galera. São 5 pessoas que se dedicam ao artesanato e fazem praticamente de tudo um pouco: madeiras, tecidos, plásticos, metais, PVC, etc.

O que é mais legal é que estas 5 pessoas se juntaram num "desafio mensal", com um título muito sugestivo: "tirei da caçamba". Então, escolhem um projeto diferente para cada mês e todos os 5 elaboram seus projetos que devem ser construídos com materiais encontrados em caçambas de entulhos. E sai cada coisa linda!

E, independentemente do desafio, cada um deles tem seu canal de artesanato, com vários vídeos nessa linha, que acabam sendo verdadeiras aulas de DIY ou "faça você mesmo". E o mais legal: são ecléticos, se é que cabe o termo aqui. Acho que sim, afinal eles usam diversas fontes e materiais para seus trabalhos.

Para você, que ainda está pensando se vale a pena ter um hobby, assista aos vídeos nos links a seguir e se inscreva nos canais deles. Muita coisa legal para se ver. Ah, e também visite o site do feito á mão, clicando aqui


Canal: Marcelo Kata
Titulo do Video: Luminaria com cano de pvc
https://youtu.be/7xnaNi6X9Qc

Canal: Decorando e Reciclando
Por: Cintia e Patricia
Titulo: #TireiDaCaçamba :: DIY :: Luminária Pendente com Barrica de Papelão :: Do Lixo!
Link do video: https://youtu.be/yPodWQ_m3Qo

Canal: Rebeca Salvador DIY
DIY - Luminária Articulada de madeira! | #TireiDaCaçamba :: Rebeca Salvador DIY
Link: https://youtu.be/LLaxS8gYmG0

Marcelo Goncalves
Canal: Feito a Mão Portal de Artesanato
Luminária feita com material encontrado em caçamba
Vídeo: https://youtu.be/ZPGGDJVs28I

Edgar Moraes 
Canal: Fazendo Mundo
Titulo: D.I.Y LUMINÁRIA DE TRONCO - #tireidacaçamba
Link do video: https://youtu.be/bFrk60q4_Tw


Bom, é isso. Espero que curtam o trabalho dessa galera!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

ARTESANATO - CERÂMICA

Como dissemos no último post, provavelmente iríamos começar esta série sobre artesanato com uma das artes mais antigas da história da humanidade.  E é o que faremos: começamos com a "CERÂMICA". 

Dizemos "uma das artes mais antigas" pelo simples fato de que não temos ainda condições de afirmar que tenha sido a primeira. E provavelmente não seja mesmo. É bem possível, senão altamente provável, que entre outras, a pintura lhe tenha antecedido. E talvez a escultura rustica também, pois sabemos que em certa época da história, nossos ancestrais esculpiam em pedras suas armas e utensílios, como pontas de lanças, facas, estiletes, etc.

Mas, sem dúvida, a cerâmica está entre as mais antigas atividades da humanidade, não como arte ou artesanato, mas como uma forma de produzir utensílios de uso doméstico, como tigelas, canecas, moringas, panelas, etc. 

Outro fator que garante ter a cerâmica surgido mais tardiamente na história é que, para sua produção ela exige o uso do fogo e o manuseio deste elemento não nasceu com os primeiros humanos do planeta. O termo "cerâmica", aliás, deriva da língua grega e quer dizer "terra queimada" ou "queimar terra". Assim, cerâmica é o utensílio ou peça de barro ou argila, que depois de cozido adquire a dureza e resistência necessária para ser utilizado em sua finalidade.      

No princípio, essa queima era realizada de forma muito rustica, mas atualmente são utilizados fornos de alta tecnologia, principalmente, na produção industrial. No entanto, pequenos artesãos ainda se utilizam de técnicas rudimentares na queima de cerâmica artesanal. Na figura ao lado vemos a queima de vaso, canecas e algumas peças em formatos diversos, inclusive uma representado um animal.

E aqui exstem duas técnicas diferentes envolvidas no processo. Ouvimos muito falar em "oleiro". Oleiro é aquele que molda a cerâmica para lhe dar o formato desejado. E oleiro vem da raiz latina "ola", que se traduz por panela. Daí oleiro ser aquele que molda a panela e, por derivação, as demais peças de cerâmica. Olaria também deriva de "ola". Mas dissemos que existem duas técnicas para este processo. A primeira é a de "tornear" a peça; a segunda, de "moldar".

As peças circulares são feitas em um dispositivo chamado "torno" que, em sua forma mais simples é uma plataforma circular disposta sobre um eixo rotativo, movido pelos pés do artesão. Hoje, este eixo é acionado pelo uso de motores. Ao lado vemos um destes tornos em trabalho. A argila transformada em massa vai sento trabalhada pelas mãos do artesão até adquirir a forma pretendida. Depois de pronta, ela passa por um processo de secagem, antes de ser levada ao forno para queima. Só então ela adquire dureza e resistência para seu uso. Algumas técnicas permitem sua coloração antes da queima; outras, através de pintura depois da queima. Neste caso, existe a integração com a arte da pintura, muito comum nas peças produzidas pelos indígenas brasileiros.


As peças com formatos diferentes são feitas pelo processo de modelagem. O artesão molda as peças em diversos formatos e depois do processo de secagem, segue o mesmo procedimento de queima no forno. É muito conhecida no Brasil e no mundo a arte de Mestre Vitalino, que se utiliza desta técnica para a produção de suas peças. Neste processo também está presente uma outra forma de arte, que muito se aproxima da escultura.


Enfim, em ambas as técnicas, as possibilidades são infinitas, como vemos nas imagens a seguir.

Alguém poderá perguntar: o que tem tudo isso a ver com viver de hobby?

Bom, para muitas pessoas, a cerâmica é simplesmente um hobby. Moldar peças e cozê-las em fornos rudimentares é muito prazeroso quando conseguimos atingir as metas pretendidas. Peças para uso doméstico, para enfeite de jardim ou peças decorativos para o interior de residências são algumas das possibilidades que a cerâmica oferece.

Para viver desse hobby, as imagens apresentadas falam por si só. É evidente que as duas primeiras são prateleiras de lojas que vendem estes produtos. Só não dá para dizer que sejam dos próprios artesãos que as fabricam. Mas, mesmo que não sejam, são de revendedores que as adquirem de quem as confeccionam. Para ambos, o artesanato cerâmico acaba se transformando em fonte de renda. 

E como se aprende a fazer cerâmica? 

Para os autodidatas, existem informações suficientes em livros e revistas especializadas. Mas, no atual estágio das comunicações, basta paciência e persistência para encontrar na "internet" todo o material necessário para se aprender a praticar este tipo de artesanato. E é claro, muita inspiração para criar peças originais.

Por outro lado, existem muitas escolas também especializadas na arte de fabricar cerâmicas e na arte de pintá-las. Tentamos contato com algumas delas na intenção de obtermos autorização para divulgação, mas infelizmente, não obtivemos resposta, por isso, a abstenção destas indicações. Mas, descobri-las é muito fácil pela internet. Basta fazer a pesquisa pelos sites de busca em "escolas de cerâmicas", "atelier de cerâmica", "pintura em cerâmica", etc.

Existe um ditado popular para quando precisamos fazer alguma coisa, que diz: "é preciso botar a mão na massa".

Para aprender a fazer cerâmica, podemos mudar esse ditado para: "é preciso botar a mão no barro".

Simples assim: para fazer cerâmica é preciso meter a mão no barro.

Fazer o barro virar arte é o grande segredo da cerâmica. Vontade e persistência são os ingredientes mais necessários. Mas vale muito a pena ver um trabalho pronto.

Mestre Vitalino e seus seguidores que o digam. 

Fazer de uma das artes mais antigas do mundo uma forma de renda alternativa é possível. Viver apenas dela, nem se diga! É só meter a mão no barro!

Grande abraço a todos. Se gostarem, divulguem em suas mídias sociais.

Depois da publicação deste post, recebemos por e-mail autorização para divulgação do Ateliê Cecilia Akemi (para acessar clique aqui), que fica em Campinas e oferece  diversos cursos de cerâmica para públicos de diferentes faixas etárias, sejam iniciantes ou em nível avançado de conhecimento na área. As aulas são oferecidas em grupo em turmas semanais de manhã, tarde ou noite.
Cursos oferecidos
- Técnicas em cerâmica
- Torno elétrico
- Queimas alternativas: pit fire, raku, obvara
- Elaboração de esmaltes cerâmicos

Mais informações sobre aulas e horários disponíveis por e-mail: cecakemi@gmail.com
   
Também conversamos comDARLY PELLEGRINI, do ATELIER DARLY PELLEGRINI, e descobrimos que ela tem vários vídeos postados no youtube, vários deles ensinando técnicas de trabalhos com cerâmicas, inclusive, a modelagem de peças. Muito legal e vale a pena conhecer. Segue o link de um desses vídeos e através dele é possível acessar o canal com vários outros vídeos e mesmo se inscrever. Na descrição do vídeo constam os dados para acessar maiores informações. 







quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ARTESANATO


Olá galera! Até agora falamos de dois hobbies específicos, quais sejam: dança e pesca. Específicos por quê? Porque embora existam variações de estilo ou modalidades, sempre serão o que o nome diz: pesca e dança! Simples assim.

Neste post, a coisa é um pouco diferente com relação ao hobby de que vamos tratar. Vamos aqui falar sobre um tema muito amplo, cujo conceito se aplica a muitos tipos de atividades, sem deixar de ser o que é. Estamos falando de ARTESANATO. Mas, só artesanato não é suficiente para identificarmos a que ramo pertence a nossa identificação. Na verdade, para esta identificação, o termo exige sempre um complemento: Por exemplo, temos artesanato em vidros e com vidros; artesanato em ferro e metais; artesanato em madeiras, em EVA, em barbante, em plástico, em cerâmica, em PVC, em tecido, em papel e papelão. E por aí vai. A lista é infindável e a cada dia surgem novos tipos e materiais de artesanato. Até garrafas pet's se prestam a esta atividade. 

Mas o que significa a palavra ARTESANATO? Assim como muitos de vocês, também ficamos curiosos e fomos pesquisar. Bom, de uma maneira bem simples, artesanato é o que o artesão faz (artesão+ato). Legal, mas e daí? O que quer dizer artesão? De onde vem a palavra? qual sua origem e seu significado? 

Também não ficamos contentes com a simples definição de artesanato e continuamos nossa pesquisa e, ao invés de escrevermos sobre o resultado, vamos transcrever estas informações, citando, é claro as respectivas fontes e seus links:

Artesão é um profissional que fabrica produtos através de um processo manual ou com auxílio de ferramentas. Sua profissão usualmente requer algum tipo de habilidade ou conhecimento especializado na sua prática. No período que antecede a Revolução Industrial a profissão está associada a produção de artesanato ou em pequena escala de bens e produtos, quando artesãos se associavam em guildas ou corporações de ofício. No contexto contemporâneo, o artesão é aquele que produz itens de carácter funcional ou decorativo, conhecidos como artesanato, a partir do qual ele obtém a sua renda.
Considerando a forma de produção, o artesão pode ser:
·         Artesão-artista: é aquele que por sua criatividade, originalidade, graciosidade e perícia produz peças que provocam profundo sentimento de admiração naqueles que as observam. Exemplos: talhadores, gravadores, escultores, pintor ingênuo (arte naif) etc.
·         Artesão-artesão: é aquele que trabalha em série, muitas vezes com ajuda de ferramentas e mecanismos rudimentares, produzindo dezenas de peças, centrado mais no aspecto utilitário das peças que produz que em despertar no observador o sentimento de beleza. Cerâmica ornamentada produzida manualmente com ou sem torno de pé.
·         Artesão semi-industrial: é aquele que trabalhando a partir de moldes ou e de outros processos semi-industriais reproduz dezenas de peças iguais. Ex: peças utilitárias de cerâmica produzidas de forma semi-industrial (tigelas, jarros, jóias, potes etc).


Poderíamos, eu diria, deveríamos, incluir no elenco o artesão hobista, ou seja, aquele que produz peças artesanais por simples deleite. Na realidade, atualmente muitos começam assim. 

Legal, mas ainda estava faltando algo, que acabamos encontrando no Dicionário Etmológico, ou seja, do ramo que estuda as origens das palavras e vejam o que achamos:

Origem da palavra arte
Do latim ars, que significa literalmente “técnica”, “habilidade natural ou adquirida” ou “capacidade de fazer alguma coisa”.
Com o passar do tempo, o termo latino ars passou a designar um tipo de técnica relacionada à produção de objetos com beleza estética, ou aquilo que é esteticamente agradável aos sentidos humanos. Surgia assim o conceito da “arte”.
A partir do termo ars, surgiram muitas outras palavras relacionadas com a arte, como “artista” ou “artesão”, este último derivado do italiano artigiano, que significava “aquele que faz algo manualmente”.
A arte é qualquer atividade humana ligada à estética, feita a partir de emoções, percepções e ideias, com o objetivo de estimular o interesse ou intrigar outras pessoas, além de criar uma discussão crítica sobre alguma coisa.
Mas ainda faltava algo... O latim é uma língua, ao que parece, derivada de outras línguas da antiguidade. Seu surgimento, ao que tudo indica pelas fontes pesquisadas, ocorreu de oito a nove séculos antes da Era Cristã. De forma que o latim "ars" se originou de outra palavra em outra língua. Depois de muito procurar, encontramos blog de um português radicado em Israel, que nos trouxe a seguinte informação, que transcrevemos sem qualquer alteração, a não ser ocultar o nome da consulente:

XXX, de Salvador da Bahia, pede-me a história das palavras “artesão” e “artesanato” e, se possível, a forma como se escrevem em sânscrito!   Imaginem.
A minha primeira reacção foi: “Ora, artesão e artesanato, vêm de arte, com certeza. E do latim, ars, segundo creio. A que propósito chega aqui o sânscrito? Que sei eu de sânscrito?”.  Claro que tinha que vir da língua-mãe “indo-europeia”, mas eu sei lá disso.
Mas tinha a obrigação de procurar de onde nos veio “ars” e foi isso que fiz.
Pois tem razão a nossa amiga artesã. No Indo-europeu, a raiz ar [é assim que se escreve no nosso alfabeto; em devanagário não sei], ar, dizia eu, significava unir, juntar.  Para se unir duas coisas é preciso habilidade.  Foi com essa acepção que chegou ao latim, e deste ao francês, de onde derivou para as outras línguas. Só em meados do século XVII foi a arte associada com a pintura, a escultura, etc.
Mas fazer com arte (arte + facere) é um artifício.  Hoje em dia quase tudo quanto usamos é artificial.
Não esqueçamos, porém, que tudo começou com o indo-europeu ar = juntar.  Para juntar os ossos temos as articulações, que juntam e ajudam a movimentar.
A não ser, lagarto-lagarto, que estas sofram de artrite.


Vale a pena visitar o blog. Muita coisa interessante por lá.


E para complementar, sugerimos que consultem o site CONCEITOS.COM em Artesanato - Conceito, o que é? Significado. Segue o link:


Bom, por ora achamos que basta. Nos próximos posts falaremos sobre algumas atividades artesanais, começando provavelmente por uma das mais antigas do mundo, que é a cerâmica.

Como vimos, viver de hobbies também é cultura... em todos os sentidos.

Abraços e ... até mais.
  

A PESCA

   
É claro que a imagem ao lado é apenas uma charge humorística com dois famosos personagens bíblicos. Mas não resta a menor dúvida que nos tempos de Moisés (aproximadamente 1300/1400 a. C.), ou seja há mais de 3.300 anos, a pesca já era praticada por muita gente. Aliás, é quase certo que a pesca, assim como a caça para sobrevivência tenha nascido com o primeiro ser humano a existir da face da terra. 


Mesmo com técnicas muito rudimentares, é obvio que nossos antepassados mais longínquos já se alimentavam com peixes. As modernas técnicas de pesca com redes, tarrafas e caniços surgiram já em idade bem avançada da raça humana. Mas podemos afirmar, com certeza, que a pesca foi uma das primeiras atividades do homem em busca de sua sobrevivência, junto com a caça e a alimentação vegetal.

Embora seja uma atividade que acompanha a humanidade desde seus primórdios, com o passar do tempo e o estabelecimento de diversas profissões, a pesca ficou quase que restrita aos que faziam dela uma atividade profissional. No entanto, sempre existiu pessoas aficionadas à pesca como uma atividade alternativa, seja como forma suplementar de obter alimentação, seja como uma atividade tida como passatempo. Nos tempos atuais, a pesca não deixou de ser uma atividade profissional para muitos, mas se tornou também um dos mais tradicionais hobbies.

Existe um ditado popular que até virou música, que explica bem o por que:

- Tá nervoso? Vai pescar!

Mas cuidado! Não pesque com Moisés.

Na verdade é bem isso. Pescar é uma ótima atividade para aliviar o stress.

Há quem não goste, é verdade! Talvez porque nunca aprendeu ou nunca experimentou de forma efetiva. 

O fato é que, para quem gosta, é realmente uma atividade muito relaxante e prazerosa. "Brigar", como se diz na gíria dos pescadores, com um bitelão é uma das maiores emoções da pesca com varas.

Evidente que nosso foco aqui é apenas a pesca com varas, pois é neste tipo de pescaria que as emoções acontecem. E não estamos falando de pesca predatória. Estamos falando de pesca esportiva, da crescente conscientização do "pesque e solte". Não que seja proibido levar alguns peixes para o almoço e jantar da família, mas não tem o menor sentido um pescador tirar uma enorme quantidade de peixes de seu habitat para depois perdê-los por se estragarem ou para vender ilegalmente. 

E aí é claro! Vocês irão perguntar: se é assim, como é que a pesca pode ser um hobby com condições de se tornar uma fonte de renda alternativa?

Bem, como dissemos no nosso primeiro post, um amigo, amante da pesca de tilápia, desenvolveu um artefato muito simples para a pesca desse peixe, que é muito manhoso por natureza. Seu artefato fez tanto sucesso nos pesqueiros que frequentava, que acabou sendo solicitado por outros pescadores. Apesar de simples, a confecção deste artefato tinha custos de materiais e também envolvia tempo e mão de obra, de forma que nosso amigo começou a vendê-los, obtendo com isso um lucro razoável, que lhe permitiu reinvestir e continuar confeccionando seu artefato para venda.

E muitos começaram assim. Desenvolvendo técnicas para que a pesca fosse mais produtiva, para que não voltassem para casa sem nenhuma fisgada.

Para quem conhece um mínimo da atividade, são muitas as variáveis envolvidas numa pescaria, seja ela com uma simples vara de bambu ou com os mais sofisticados equipamentos de pesca, seja ela de rio, lagos ou marítima.

Mesmo nos pesqueiros, que geralmente mantém grandes quantidades de peixes em seus lagos, muitas vezes se volta para casa sem nenhuma fisgada. E na maioria das vezes, por desconhecimento de técnicas de pesca ou uso de equipamento errado.

E é no desenvolvimento de técnicas e equipamentos que se pode encontrar uma fonte de renda alternativa, como no singelo caso acima citado. Só para dar outro exemplo, alguém, em algum lugar, desenvolveu um pequeno artefato, muito conhecido pelos pescadores de tilápia, que se chama "ponteira flexível". Isso virou uma febre entre pescadores e hoje existem até empresas que fabricam este artefato, que pode ser encontrado em qualquer loja especializada em materiais de pesca.

Hoje a pesca com iscas artificiais é uma realidade. São fabricadas por grandes empresas, mas também por pescadores que desenvolvem vários tipos destas iscas. O mesmo diga quanto boias, anzóis, e outros artigos de pesca. Enfim, é um campo ainda muito vasto a se explorar. 

Outra forma de renda encontrada por muitos pescadores foi a partilha de suas experiências em livros e cursos, muitos dos quais fazem enorme sucessos entre os aficionados do hobby. 

A título de exemplo, conheçam esse material (é só clicar no título): A Pesca com Iscas Artificiais. Segundo seu autor, trata-se de uma manual e curso de pesca com iscas artificiais e responde muitas perguntas como: Quais são os tipos e formatos de iscas artificiais? Que cor de isca devo escolher? Que isca uso para esse peixe? Por que não peguei nenhum peixe hoje? Onde devo arremessar? Quais equipamentos e acessórios devo comprar? E muito mais, incluindo como fisgar um bom peixe, fatores que influenciam a pesca (como Luas e Marés), etc.

Este é só em exemplo. Existem muitos livros, tanto físicos como digitais, sendo vendidos para quem quer aprender ou aprimorar seus conhecimentos de pesca. 

E existem muitos sites e blogs que também tratam do assunto. E neles podemos encontrar artigo, matérias e dicas interessantes para a arte da pesca em qualquer de suas modalidades.

Deixamos aqui, a título de exemplo e para quem quiser conhecer o link de três sites/blogs relacionados ao assunto, que achamos muito interessantes  




E não podemos esquecer que temos também canais de televisão direcionados ao hobby da pesca. Um deles é exclusivo para esta finalidade. Estamos falando do canal Fishtv, que apesar de ser, nos parece, um canal por assinatura, possui um site com muitos vídeos dos episódios de seus programas. Vale a pena conhecer: http://www.fishtv.com/

Nestes sites vocês vão conhecer muitas pessoas que tiram do hobby da pesca diversas atividades alternativas de renda. 

Bem, por ora é isso...

"Tá nervoso? Vai pescar!

Grande abraço e boa pescaria!